| Por Mateus Yuri Passos
Na continuação do Romance da Pedra do Reino, Ariano Suassuna usa o estranhamento do micronacionalismo de D. Pedro Dinis Quaderna como contraponto ao resgate dos assuntos que levaram à Revolução de 30 paraibana. Com direito a plágios heráldicos.
De Samuel, plagiei a forma do Escudo, a Esfera-armilar e a Cruz da Ordem de Cristo. De Clemente, copiei a Onça Vermelha, que ficou no centro do Escudo, com a Cruz em cima e a Esfera embaixo. Mas coloquei uma orla azul no escudo, para equilibrar, com ela, a cor vermelha da Onça.De modo que foi assim que foram criados os três escudos e as três bandeiras (…)
E foi assim, também, que, na madrugada do Sábado de Aleluia para o Domingo da Ressurreição de 1938, os três Escudos apareceram pendurados nas paredes da frente e as três bandeiras tremulando ao vento em nossos jardins, sendo então fundadas, na casa de Clemente, a República Popular do Brasil, comunista; na casa de Samuel, a aristocrática República Unitária do Brasil, integralista; e sendo restaurado, na minha, o Império do Brasil.
Da História d’O Rei Degolado nas caatingas do sertão – Ao Sol da Onça Caetana.

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