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	<title>Comentários sobre: Sobre livros e textos</title>
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	<description>Expanda seu universo opinativo.</description>
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		<title>Por: discordo!</title>
		<link>http://hermenautas.wordpress.com/2007/05/23/sobre-livros-e-textos/#comment-259</link>
		<dc:creator>discordo!</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jan 2008 12:37:17 +0000</pubDate>
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		<description>O computador também tem algumas desvantagens... veja que tanto as antigas vitrolas quanto os aparelhos de som tem mais ou menos o mesmo tamanho, precisa de energia eletrica para funcionar e são ambos bens de consumo relativamente caros e visados - ainda que o aparelho de som bem menos. O computador precisa de fornecimento de energia eletrica constante, é um bem visado - mesmo os computadores de 100 dolares do governo: a chance de ser assaltado ao ler um livro despreocupadamente em um ponto de onibus é muito menor do que ao ler o mesmo livro em um notebook, além do medo de danifica-lo. Será mesmo que o livro será coisa de museu? Fora que mesmo com o computador de 100 dolares do governo, isso ainda o torna distante para amplos segmentos da população... se o computador seria mais pratico para o academico que precisa consultar 20 livros diariamente para escrever artigos, será que ele será mais pratico para o leitor comum e ocasional que procura um livro como distração para ler no caminho para casa ou depois do trabalho?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O computador também tem algumas desvantagens&#8230; veja que tanto as antigas vitrolas quanto os aparelhos de som tem mais ou menos o mesmo tamanho, precisa de energia eletrica para funcionar e são ambos bens de consumo relativamente caros e visados &#8211; ainda que o aparelho de som bem menos. O computador precisa de fornecimento de energia eletrica constante, é um bem visado &#8211; mesmo os computadores de 100 dolares do governo: a chance de ser assaltado ao ler um livro despreocupadamente em um ponto de onibus é muito menor do que ao ler o mesmo livro em um notebook, além do medo de danifica-lo. Será mesmo que o livro será coisa de museu? Fora que mesmo com o computador de 100 dolares do governo, isso ainda o torna distante para amplos segmentos da população&#8230; se o computador seria mais pratico para o academico que precisa consultar 20 livros diariamente para escrever artigos, será que ele será mais pratico para o leitor comum e ocasional que procura um livro como distração para ler no caminho para casa ou depois do trabalho?</p>
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		<title>Por: Tomaz Amorim</title>
		<link>http://hermenautas.wordpress.com/2007/05/23/sobre-livros-e-textos/#comment-64</link>
		<dc:creator>Tomaz Amorim</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 May 2007 04:28:41 +0000</pubDate>
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		<description>Vocês dão como exemplo de objetos que &quot;sucumbiram&quot; à tecnologia digital o LP, o tape, o videocassete e o CD. Mas estas coisas não sucumbiram completamente, não? Não há gente até hoje que coleciona LPs raros? Acredito que alguns destes meios impressos, como o livro, sobreviverão, mas apenas como interesse de colecionar, fetiche.
Do caminhos que o livro faz, como vocês dizem, até o leitor, aponto como diferença fundamental, da mídia digital em relação a mídia de papel, a ausência, ou, pelo menos, forte perda de importância, do papel do editor. O carrasco que faz sinal de positivo ou negativo com o dedo, e dá um chance ou acaba com os sonhos de um jovem escritor. O espaço, por excelência, da mídia digital é a internet. Hoje em dia, qualquer um pode ter um blog gratuito. Na rede, na maioria das vezes, o que torna um escritor conhecido ou não é a qualidade do seu texto. Se você escreve bons textos, ganha visitas e popularidade. Se não, não. Assim, as chances de você se tornar um escritor conhecido não depende do seu enquadramento com &quot;as políticas da editora&quot;, mas da qualidade que seus leitores vêem nos seus textos.
A idéia do livro genérico me parece absurda. Até este momento no texto de vocês, não falaram da internet, dos notebooks, dos readers, dos computadores de 100 dólares do governo. Estes pontos são fundamentais porque levam à questão: por que eu iria querer imprimir, metade de um livro, se posso ler ele na íntegra, fazer anotações (e tudo o mais que o papel permite), num computador? Mais, o computador tem uma infinitude de vantagens sobre o papel. Quando quer achar um termo o Ctrl+F está à mão; se quer movimentar parágrafos, sem problemas; quer verificar uma versão anterior do seu texto, fácil. Sem contar com todos os benefícios que um computador leitor e escrevedor tem, com o meio ambiente por exemplo, diminui a exclusão por dinheiro, pois afinal comprar um e-book é muito mais barato do que um livro, e por aí vai. Com todas estas vantagens dos computadores a idéia da máquina de xerox encadernadora parece muito ultrapassada.
Quando vocês falam em PDF tocam no ponto centra da questão, mas falam como se fosse um mero detalhe. No mundo como o de hoje, porque comprar um livro de papel (que imagino deva sair 10 vezes mais caro) ao invés de um PDF que poderá estar no seu computador de bolso (acompanhado de mais algumas centenas...)? Vocês não respondem a pergunta, ao contrário, voltam para o fetichismo do papel. Quando falam do Google é o mesmo. O Google é das empresas mais inovadoras desde o surgimento da internet. Ele revolucionou em muito a maneira com que navegamos na internet. Seu sistema de buscas, além de facilitar e democratizar o acesso a informação, abriu espaço para que novos conteúdos fossem criados. Você pode hoje, digitando um termo no Oráculo, encontrar respostas tanto no New York Times, quanto no blog da Jacque. O Google Books já começou com o processo. Semana passada eles terminaram de digitalizar uma biblioteca inteira (!) de uma universidade indiana. Eles parecem, como sempre, estar um passo à frente. A digitalização dos livros é, se não o fim, pelo menos uma revolução com o modo das editoras. Assim como foi para as gravadoras. Nós temos hoje na mídia grandes bandas como o Arctic Monkeys na Inglaterra ou o Teatro Mágico, no Brasil, que se lançaram através de gravações em estúdios domésticos, produção com softwares livres, e divulgação através de sites na internet (como o MySpace e o Multiply). Se a música, que é um mercado muito maior do que o mercado literário, pelo menos no Brasil, teve de se adequar as novas regras, por que isto não aconteceria com os livros? Na música houve dois marcos: Napster, que revolucionou a maneira de se compartilhar músicas, tornou a Internet algo como um território livre, e o iPod, que te deixou levar dezenas de músicas no bolso. Chuto no Blog, como o Napster literário, e nos Readers (ou palms de 100 dólares) como iPods.
O que vocês quiseram dizer quanto aos direitos autorais? Bem, já discordei desta continuidade da venda de livros de papel, num mundo de alta tecnologia isto, para mim, não faz o menor sentido (pobre árvores!). Ou acontece o fim dos direitos autorais (o que é pouquíssimo provável neste mundo capitalista) ou eles são alterados e se adaptam à rede. Fico com a segunda opção. 
Comprar livro original porque gosta do autor? Assim como se compra CD´s? Olha, as pessoas que têm acesso a mp3 compram cd´s hoje em dia por apenas dois motivos: ou porque querem dar uma grana e incentivar o artista que curtem (porque atualmente esta é a única maneira, no futuro, provavelmente, haverá venda on-line de música, ou alguma espécie de contribuição voluntária para o artista, como um mecenato) ou por fetiche. Com os livros será a mesma coisa.
&quot;Brochuras e discos sempre serão comprados por leitores e ouvintes exigentes, mas vão se tornar um produtos preciosos&quot;. Leitores e ouvintes exigentes? Quer dizer que a leitura flui melhor no papel do que no monitor? Han... Bem, por tudo isto que escrevi, discordo desta afirmação. Livro vai ser coisa de museu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês dão como exemplo de objetos que &#8220;sucumbiram&#8221; à tecnologia digital o LP, o tape, o videocassete e o CD. Mas estas coisas não sucumbiram completamente, não? Não há gente até hoje que coleciona LPs raros? Acredito que alguns destes meios impressos, como o livro, sobreviverão, mas apenas como interesse de colecionar, fetiche.<br />
Do caminhos que o livro faz, como vocês dizem, até o leitor, aponto como diferença fundamental, da mídia digital em relação a mídia de papel, a ausência, ou, pelo menos, forte perda de importância, do papel do editor. O carrasco que faz sinal de positivo ou negativo com o dedo, e dá um chance ou acaba com os sonhos de um jovem escritor. O espaço, por excelência, da mídia digital é a internet. Hoje em dia, qualquer um pode ter um blog gratuito. Na rede, na maioria das vezes, o que torna um escritor conhecido ou não é a qualidade do seu texto. Se você escreve bons textos, ganha visitas e popularidade. Se não, não. Assim, as chances de você se tornar um escritor conhecido não depende do seu enquadramento com &#8220;as políticas da editora&#8221;, mas da qualidade que seus leitores vêem nos seus textos.<br />
A idéia do livro genérico me parece absurda. Até este momento no texto de vocês, não falaram da internet, dos notebooks, dos readers, dos computadores de 100 dólares do governo. Estes pontos são fundamentais porque levam à questão: por que eu iria querer imprimir, metade de um livro, se posso ler ele na íntegra, fazer anotações (e tudo o mais que o papel permite), num computador? Mais, o computador tem uma infinitude de vantagens sobre o papel. Quando quer achar um termo o Ctrl+F está à mão; se quer movimentar parágrafos, sem problemas; quer verificar uma versão anterior do seu texto, fácil. Sem contar com todos os benefícios que um computador leitor e escrevedor tem, com o meio ambiente por exemplo, diminui a exclusão por dinheiro, pois afinal comprar um e-book é muito mais barato do que um livro, e por aí vai. Com todas estas vantagens dos computadores a idéia da máquina de xerox encadernadora parece muito ultrapassada.<br />
Quando vocês falam em PDF tocam no ponto centra da questão, mas falam como se fosse um mero detalhe. No mundo como o de hoje, porque comprar um livro de papel (que imagino deva sair 10 vezes mais caro) ao invés de um PDF que poderá estar no seu computador de bolso (acompanhado de mais algumas centenas&#8230;)? Vocês não respondem a pergunta, ao contrário, voltam para o fetichismo do papel. Quando falam do Google é o mesmo. O Google é das empresas mais inovadoras desde o surgimento da internet. Ele revolucionou em muito a maneira com que navegamos na internet. Seu sistema de buscas, além de facilitar e democratizar o acesso a informação, abriu espaço para que novos conteúdos fossem criados. Você pode hoje, digitando um termo no Oráculo, encontrar respostas tanto no New York Times, quanto no blog da Jacque. O Google Books já começou com o processo. Semana passada eles terminaram de digitalizar uma biblioteca inteira (!) de uma universidade indiana. Eles parecem, como sempre, estar um passo à frente. A digitalização dos livros é, se não o fim, pelo menos uma revolução com o modo das editoras. Assim como foi para as gravadoras. Nós temos hoje na mídia grandes bandas como o Arctic Monkeys na Inglaterra ou o Teatro Mágico, no Brasil, que se lançaram através de gravações em estúdios domésticos, produção com softwares livres, e divulgação através de sites na internet (como o MySpace e o Multiply). Se a música, que é um mercado muito maior do que o mercado literário, pelo menos no Brasil, teve de se adequar as novas regras, por que isto não aconteceria com os livros? Na música houve dois marcos: Napster, que revolucionou a maneira de se compartilhar músicas, tornou a Internet algo como um território livre, e o iPod, que te deixou levar dezenas de músicas no bolso. Chuto no Blog, como o Napster literário, e nos Readers (ou palms de 100 dólares) como iPods.<br />
O que vocês quiseram dizer quanto aos direitos autorais? Bem, já discordei desta continuidade da venda de livros de papel, num mundo de alta tecnologia isto, para mim, não faz o menor sentido (pobre árvores!). Ou acontece o fim dos direitos autorais (o que é pouquíssimo provável neste mundo capitalista) ou eles são alterados e se adaptam à rede. Fico com a segunda opção.<br />
Comprar livro original porque gosta do autor? Assim como se compra CD´s? Olha, as pessoas que têm acesso a mp3 compram cd´s hoje em dia por apenas dois motivos: ou porque querem dar uma grana e incentivar o artista que curtem (porque atualmente esta é a única maneira, no futuro, provavelmente, haverá venda on-line de música, ou alguma espécie de contribuição voluntária para o artista, como um mecenato) ou por fetiche. Com os livros será a mesma coisa.<br />
&#8220;Brochuras e discos sempre serão comprados por leitores e ouvintes exigentes, mas vão se tornar um produtos preciosos&#8221;. Leitores e ouvintes exigentes? Quer dizer que a leitura flui melhor no papel do que no monitor? Han&#8230; Bem, por tudo isto que escrevi, discordo desta afirmação. Livro vai ser coisa de museu.</p>
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