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		<title>Hermenautas</title>
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		<title>Flutuando&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 22:21:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jacqueline Lafloufa Prezado navegante, Depois de uma interessante iniciativa e de algumas publicações, os Hermenautas resolveram se separar e seguir &#8220;carreira solo&#8221;. A experiência de uma &#8220;banda&#8221; de escritores foi boa, mas cada um tem um objetivo, uma rotina, e os Hermenautas resolveram que seguiriam seus rumos individualmente. Todos os artigos deverão ficar por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=79&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Jacqueline Lafloufa</strong></p>
<p>Prezado navegante,</p>
<p>Depois de uma interessante iniciativa e de algumas publicações, os Hermenautas resolveram se separar e seguir &#8220;carreira solo&#8221;. A experiência de uma &#8220;banda&#8221; de escritores foi boa, mas cada um tem um objetivo, uma rotina, e os Hermenautas resolveram que seguiriam seus rumos individualmente.</p>
<p>Todos os artigos deverão ficar por aqui, mas não haverão novas atualizações.</p>
<p>Agradeço aos leitores, aos comentaristas, e nos vemos em outras águas virtuais.</p>
<p>Continuo carreira solo no <a href="http://jacquelinelafloufa.wordpress.com">Pensamenteando</a>, o Werner prossegue no <a href="http://www.wernerplaas.com/">Ali quid pro quid</a> e o Tomaz segue no <a href="http://folhabranca.blog.terra.com.br/">Folha Branca</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/79/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/79/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/79/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=79&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DailyLit, literatura diária</title>
		<link>http://hermenautas.wordpress.com/2007/05/25/dailylit-literatura-diaria/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2007 20:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tempos Modernos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jacqueline Lafloufa No ritmo das boas novas do mundo cibernético para a literatura, apresento a vocês o DailyLit. www.dailylit.com Não é um serviço extremamente moderno, visto que o site da Fuvest já oferecia isso há algum tempo, mas ainda assim este está melhor estruturado. O DailyLit é um site que se propõe a disponibilizar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=75&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Jacqueline Lafloufa</strong></p>
<p>No ritmo das boas novas do mundo cibernético para a literatura, apresento a vocês o <a href="http://www.dailylit.com">DailyLit.</a></p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/05/dailylit_logo_transparent.gif?w=500" alt="Daily Lit" /><em><br />
www.dailylit.com</em></p>
<p align="left"> Não é um serviço extremamente moderno, visto que o <a href="http://www.fuvest.br/scripts/livros.asp">site da Fuvest já oferecia isso há algum tempo</a>, mas ainda assim este está melhor estruturado. O <a href="http://www.dailylit.com">DailyLit</a> é um site que se propõe a disponibilizar livros em pequenas partes, que podem ser lidas em questão de minutos, e enviar por email  para os leitores ou disponibilizar um feed RSS do livro com exclusividade para quem quiser ler. A idéia é atingir as pessoas que lêem muito o dia inteiro, entretanto não encontram tempo hábil para fazer uma boa leitura de um livro. Normalmente, são profissionais que acessam email diariamente, que tem um PDA, Blackberry ou um SmartPhone e que querem aproveitar algum tempo no seu dia para ler alguma obra literária.Existem diversas obras já disponíveis de forma gratuita (em inglês) como <a href="http://www.dailylit.com/books/moby-dick">Moby Dick</a>, <a href="http://www.dailylit.com/books/madame-bovary">Madame Bovary</a>,  e títulos de <a href="http://www.dailylit.com/authors/sigmund-freud">Freud</a>, <a href="http://www.dailylit.com/authors/james-joyce">James Joyce</a> e <a href="http://www.dailylit.com/authors/dh-lawrence">D. H. Lawrence</a>. Os livros são divididos em partes que possam ser lidas em 5 minutos (em média), e assim são disponibilizadas para o leitor. Caso ele tenha mais tempo disponível, pode pedir pela próxima parte. Fácil assim. Algumas leituras podem precisar de bastante tempo:  <a href="http://www.dailylit.com/books/crime-and-punishment">Crime e Castigo, de Dostoiévsky</a>, por exemplo, é composto por 241 partes. Lendo 3 partes por semana, serão necessários quase dois anos pra finalizar o livro. Então vale lembrar de começar por um livro mais curtinho, para poder acostumar com a leitura em dispositivos diferentes do papel.</p>
<p>Acreditem em mim: pra quem trabalha, muitas vezes é frustrante não ter tempo de ler um bom livro. E essa pequenas leituras fazem essa frustração ir embora rapidinho.<br />
E parece uma ótima forma de pessoas que não gostam de leituras muito extensas fora do papel tomarem familiaridade com a leitura online, e apreciarem essa mais nova forma de biblioteca!</p>
<p>| Veja <a href="http://www.bluebus.com.br/show.php?p=1&amp;id=76877">notícia sobre o DailyLit no Blue Bus</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/75/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/75/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/75/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=75&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">jacquelinelafloufa</media:title>
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		<title>Sobre livros e textos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2007 01:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plaas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argumentando]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jacqueline Lafloufa e Werner Plaas Digital serial killer? A primeira vítima da tecnologia digital foi a máquina de escrever, em seguida sucumbiram o LP, o tape, o videocassete e o CD. O negativo fotográfico resistiu enquanto pôde, mas afinal também jogou a toalha. Será que a tecnologia digital também será capaz de aniquilar a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=74&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Jacqueline Lafloufa e Werner Plaas<br />
</strong><br />
<strong>Digital serial killer?</strong><br />
A primeira vítima da tecnologia digital foi a máquina de escrever, em seguida sucumbiram o LP, o tape, o videocassete e o CD. O negativo fotográfico resistiu enquanto pôde, mas afinal também jogou a toalha. Será que a tecnologia digital também será capaz de aniquilar a mídia impressa?</p>
<p>Achamos que o livro não vai morrer; o que vai mudar decisivamente é a forma como lidamos com o objeto livro.</p>
<p><strong>O atual caminho do livro</strong><br />
Até chegar nas mãos do leitor, o livro passa por um longo processo de produção, revisão, controle e distribuição. Conhecer esse caminho pode ajudar a desvendar algumas questões cruciais. Quando o original chega à editora, ela passa por um processo de seleção, executado por um editor, que deve avaliar se ela se enquadra na linha editorial da empresa e tentar prever a repercussão dela (numa editora pública, deve-se pensar na repercussão acadêmica da obra, enquanto a editora comercial  avalia o retorno financeiro). Depois de aprovada, a obra<span style="color:#ff0000;"> <span style="font-weight:bold;"></span></span>passa por revisão, diagramação e arte. Todos esses procedimentos devem ser aprovados tanto pelo autor como pelo editor responsável, só então a publicação pode ser impressa. A etapa de impressão é bastante delicada e cara, devido principalmente ao custo do papel. Por isso, normalmente se faz uma prova da impressão antes de mandar tudo para a máquina. A prova é de baixa qualidade, mas bastante útil para conferir margens, cortes, ordem das páginas e outros detalhes mais.<br />
É na distribuição que as coisas se complicam, pois como a editora precisa bancar o custo produção, ela projeta um preço de venda que possa ser lucrativo. E assim distribui as publicações, em regime de consignação, às livrarias. Acontece que as livrarias exigem um desconto mínimo de 50% sobre o preço de venda estipulado pela editora. Ou seja, se o custo de produção de um livro for R$ 20, e a editora projetar o preço de venda para R$ 100, a livraria pagará apenas R$ 50 reais por ele. Dessa forma, a editora se vê forçada a dobrar ou triplicar o preço estipulado de venda, para receber o valor justo.<br />
É por isso que os livros no Brasil são cronicamente caros.<br />
Então você pergunta: &#8220;Por que as editoras não vendem diretamente para os leitores?&#8221; Elas até podem, e algumas até o fazem, mas isso causa um impasse diplomático entre as editoras e as livrarias distribuidoras. As livrarias podem, por exemplo, promover um boicote a editoras que façam vendas diretas aos leitores, pois isso atrapalha a dinâmica dos negócios. Assim, as editoras ficam amarradas aos distribuidores, que tem uma maior abrangência de público.</p>
<p><strong>O livro genérico</strong><br />
Num futuro não tão longínquo, ali na salinha onde se oferecem serviços de fotocópias, existirá um equipamento da mesma dimensão da atual fotocopiadora que terá a capacidade de produzir livros genéricos na hora: impressão frente e verso a laser em courier new, com capinha plastificada e as folhas coladas. O preço incluirá a parcela de direitos autorais, como se dá hoje ao comprar uma música legalmente pela internet, como na iTunes Store.</p>
<p>É evidente que as gravadoras, ops, as editoras vão tentar adiar este momento tanto quanto puderem, com boicotes e ameças, mas será inevitável.</p>
<p>Embora as editoras e livrarias aleguem que isto implodiria seus negócios, sempre haverá espaço para o livro encadernado, bem acabado e cheiroso, objeto de fetiche dos leitores. Talvez o preço do livro encadernado até suba, mas não deixará de ter compradores.</p>
<p>A possibilidade de fazer uma cópia genérica talvez reduza, mas não vai extinguir a venda de livros bem acabados. Autores, livrarias e editoras terão que se adaptar.</p>
<p><strong>O sublime papel</strong><br />
Se o objetivo das editoras de universidade sérias é difundir obras de qualidade inegável, selecionadas com grande rigor acadêmico, por que não simplesmente disponibilizar os arquivos em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pdf" title="pdf" target="_blank">pdf</a> no site da própria editora para quem quiser comprar para baixar? Já que ela recebe verba da universidade, poderia aplicar parte do dinheiro na pré-produção, ou seja, com tradução, direitos autorais, revisão e seleção de boa qualidade.</p>
<p>E além do arquivo no site, poderia se fazer uma produção chique em papel e mantê-la em estoque.</p>
<p>A versão em papel certamente seria mais cara e seria vendida on-line ou off-line (em lojas físicas), como em qualquer livraria. É evidente que as distribuidoras e livrarias também vão tentar boicotar esta idéia com unhas e dentes.<br />
Por enquanto elas detêm todo o poder, como as gravadoras de música detinham.<br />
Será apenas uma questão de tempo para que a situação se altere?</p>
<p><strong>A Amazon vai secar?</strong><br />
Atualmente as grandes livrarias on-line como a Livraria Cultura e a Amazon funcionam como os principais portais para se achar livros para comprar.</p>
<p>Parece-nos que o Google <a href="http://books.google.com/" title="Booksearch" target="_blank">Booksearch</a> poderia quebrar este paradigma, pois este serviço gratuito do Google informa a localização dos livros para compra, empréstimo, ou impressão integral, caso já não esteja mais protegido por direitos autorais.<br />
As reações das editoras ao Google Booksearch têm sido violentas, e algumas já estão processando o Google. A discussão é quente.</p>
<p><strong>Direitos autorais apenas para a elite</strong><br />
Acreditamos que um escritor poderá ganhar dinheiro escrevendo e publicando best-sellers de papel em editoras famosas, mas serão apenas os mega-stars. Autores que ainda estão chafurdando no limbo do ostracismo terão que construir sua notoriedade na internet.<br />
E de certa forma isso já está acontecendo. Existem hoje diversos autores conhecidos na internet, que estão ganhando &#8220;status&#8221;. Eles distribuem suas obras em sites, blogs ou em formato <a href="http://hermenautas.wordpress.com/2007/05/18/revista-digital/" title="digital interativo"> digital interativo</a> (que possibilita até mesmo ver as páginas virando) e assim vão mostrando seu talento, até serem reconhecidos. Não são raros os casos de blogs que viraram livros, como por exemplo o <a href="http://oblog.com.br/blogs/baldedegelo/" title="Balde de Gelo">Balde de Gelo</a>.<br />
Não adianta ter nojo do mercado e da banalidade, esta é a nova lei da selva.<br />
Não será possível viver de direitos autorais de venda de livros de papel exceto se você for um Paulo Coelho, que agrada a todos, ou quando você tiver chegado ao topo do Olimpo do cânone literário.</p>
<p><strong>Quem quer comprar?</strong><br />
Há quem diga que se o texto está disponível de graça na internet, ninguém vai comprar o livro de papel.<br />
Não necessariamente.<br />
Muitos ouvintes de música não dispensam ouvir as músicas no cd original, pois a qualidade do som, com os detalhes de graves e agudos é melhor do que num mp3 baixado da internet.</p>
<p>Brochuras e discos sempre serão comprados por leitores e ouvintes exigentes, mas vão se tornar um produtos preciosos.</p>
<p>Nós já mudamos a forma como lidamos com a informação, imagens, sons, textos e com a comunicação interpessoal.<br />
E tudo isso graças a internet. E pra quem acha que tudo isso é o apocalipse, fica a frase de <a href="http://en.wikiquote.org/wiki/Nietzsche" title="Nietzsche">Nietzsche:</a><br />
&#8220;<em>É necessário o caos para que possa surgir uma estrela cintilante</em>&#8220;.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/74/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/74/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/74/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=74&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Revista Digital</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2007 16:16:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tempos Modernos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jacqueline Lafloufa Já imaginou se você pudesse realmente folhear uma revista pelo computador? Não precisa mais ficar na imaginação, porque é assim que funciona a revista Pix. Você pode passar as páginas clicando nos cantos inferiores ou mesmo arrastando a página. É muito divertido. Virando páginas na revista Pix Mas se você não gostar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=72&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Jacqueline Lafloufa</strong></p>
<p>Já imaginou se você pudesse realmente folhear uma revista pelo computador?<br />
Não precisa mais ficar na imaginação, porque é assim que funciona a <a href="http://mypix.terra.com.br/#">revista Pix</a>. Você pode passar as páginas clicando nos cantos inferiores ou mesmo arrastando a página. É muito divertido.</p>
<p><a href="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/05/revistapix.jpg" title="revista Pix"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/05/revistapix.jpg" title="revista Pix"><img src="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/05/revistapix.jpg?w=500" alt="revista Pix" border="0" /></a><br />
<em> Virando páginas na revista Pix</em></p>
<p>Mas se você não gostar de uma leitura online, você também pode receber a Pix em casa, pagando somente a taxa de entrega. Uma ótima idéia.</p>
<p>E pra quem gostou de virar páginas online, vai a dica de <a href="http://www.cronopios.com.br/pocketbooks/">livros digitais, que o site Cronópios disponibiliza. São os livros em bits do Projeto editorial do site</a>. Vale a pena conferir!</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/72/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/72/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/72/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=72&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">revista Pix</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>CONTRACOMUNICAÇÃO – A desmistificação da arte na era da comunicação eletrônica.</title>
		<link>http://hermenautas.wordpress.com/2007/05/15/contracomunicacao-%e2%80%93-a-desmistificacao-da-arte-na-era-da-comunicacao-eletronica/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2007 01:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentando os worst sellers]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Leonardo Saraiva “Acho que ele ainda acredita na Grande Arte” &#8211; Pignatari sobre Gullar. &#160; Décio Pignatari é advogado, publicitário, professor e ensaísta. Ah, sim, poeta também; mas segundo as idéias expostas em seu livro CONTRACOMUNICAÇÃO (a edição que eu li é de 1973), não é versista. Pois, segundo ele, estamos na “crise do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=67&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Leonardo Saraiva </strong></p>
<p><em>“Acho que ele ainda acredita na Grande Arte”<span>  </span></em>&#8211; Pignatari sobre Gullar.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Décio Pignatari é advogado, publicitário, professor e ensaísta.<span>  </span>Ah, sim, poeta também; mas segundo as idéias expostas em seu livro CONTRACOMUNICAÇÃO (a edição que eu li é de 1973), não é versista. Pois, segundo ele, estamos na “crise do verso”, algo que encara como um grande paradigma da comunicação poética. Baseando-nos em valores ultrapassados e estáticos, Pignatari diz que estamos deixando de lado grandes nomes (cita Sousândrade, Volpi e Oswald) para valorizar outros não tão grandes assim (Mário, Portinari, Castro Alves e Chico Buarque). As elites encarregadas da seleção de um cânone seriam obsoletas, conservadoras e carentes de informação estrutural; ele escreve que “a poesia brasileira continua a se analisada pelo seu ‘conteúdo’: (&#8230;) já se viu coisa mais ridícula?”.</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Apesar de não concordar muito com as propostas concretistas do senhor Pignatari, devo admitir que existem várias questões pertinentes em seu livro. Grande parte dessas preocupações são relacionadas à Comunicação artística (o “C” maiúsculo é meu) inserida no contexto contemporâneo, onde temos meios de propagação informativa de massa, como televisão e computadores (sua previsão a respeito da importância destes é digna de aplausos). Quais as formas de utilizar as capacidades audio-táctil-visuais desses meios em prol da transmissão da arte? Essa é uma pergunta que grita em várias páginas do seu livro. Uma boa pergunta.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">Falando de “forma-conteúdo” (e não “forma E conteúdo), o escritor também erige considerações interessantíssimas, e utiliza o famoso conceito de Marshall McLuhan (“o meio é a mensagem”) para julgar diversas manifestações artísticas e comunicativas. O grande problema de Pignatari surge quando tenta responder a sua questão no âmbito da poesia. Ele acerta bastante (e quase me converto à sua religião) quando cita Poe e seu “<em>know-how</em>” da composição poética; mas peca em momentos mais radicais do livro, que defendem a poesia “<em>ready-made</em>” e acabam gerando frases como esta: “não há mais tempo para textos, só para títulos”. Décio me confunde ao ficar entre duas alternativas diametralmente opostas: a poesia de fácil digestão e rápido consumo (poema-visual, poema-interativo, etc) e a poesia de linguagem própria, intricada, labiríntica (como Áporo, de Drummond). De qualquer forma, as duas alternativas pessoalmente me repugnam. Sou bem conservador, e creio que a poesia é feita de língua, não de linguagem (contrariando o senhor Pignatari). De decassílabos, e não de aliterações verticais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">Fiquei com a impressão geral de que, na conjuntura contemporânea de comunicação, bombardeados que somos por informações de todos os tipos (jornalísticas, publicitárias, especializadas), temos que adaptar a poesia ao dinamismo característico dessa época. Adaptá-la através de “estruturação significante”, onde o meio transmissor do poema (sua disposição no papel) fosse, por si só, um suporte da significação. <em>Conteúdo</em> e <em>Significado</em> assumem posições tão distintas em Décio que, para a total compreensão de suas idéias, só mesmo lendo o livro (ou conversando com ele na mesa de um bar). Acredito que as considerações estruturais (não estruturalistas!) de Pignatari são raras e caras como o tempero na Idade Média – mas ele está cozinhando uma panela de arroz com um quilo de sal.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span><span>           </span>Em outros momentos, discorrendo sobre o modelo televisivo da TV Cultura, Pignatari é sobriamente crítico, apontando erros e propondo soluções. Observando o modelo de universidades, que separam o meio acadêmico teórico da prática exigida pelo mercado, Décio cutuca a ferida de forma espetacular.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">No geral, o livro merece leitura atenta e respeitosa. Apesar de ser uma panacéia geral de assuntos pouco conectados entre si (considerações sobre o modelo universitário, entrevistas, críticas à comunicação televisiva, ensaios, destrinchamentos poéticos, quadrinhos dispersos e crônicas de futebol!), possui muitos pontos curiosos e inteligentes. Mas é, na minha humilde opinião pessoal, poeticamente fracassado.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/67/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/67/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=67&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O caso da Biografia não-autorizada de Roberto Carlos</title>
		<link>http://hermenautas.wordpress.com/2007/05/11/o-caso-da-biografia-nao-autorizada-de-roberto-carlos/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2007 02:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tempos Modernos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jacqueline Lafloufa Supostamente, as pessoas deveriam aprender com os erros alheios. Mas nem sempre isso acontece. Haja visto que o &#8220;rei&#8221; Roberto Carlos incorreu no mesmo erro que a modelo Daniela Cicarelli: proibir algo só aumenta o burburinho em torno da coisa. O jornalista e fã Paulo César de Araujo decidiu escrever um livro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=64&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Jacqueline Lafloufa</strong></p>
<p>Supostamente, as pessoas deveriam aprender com os erros alheios. Mas nem  sempre isso acontece. Haja visto que o &#8220;rei&#8221; <a href="http://jacquelinelafloufa.wordpress.com/2007/01/03/acao-judicial-movida-por-cicarelli-pode-tirar-youtube-do-ar-no-brasil/">Roberto Carlos incorreu no mesmo  erro que a modelo Daniela Cicarelli: proibir algo só aumenta o burburinho em  torno da coisa</a>.</p>
<p>O jornalista e fã Paulo César de Araujo decidiu escrever um livro contando a  história de seu ídolo, que foi<a href="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/05/01_mvg_cult_rei02.jpg" title="RC em detalhes"><img src="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/05/01_mvg_cult_rei02.thumbnail.jpg?w=500" alt="RC em detalhes" align="right" border="0" hspace="3" vspace="3" /></a> lançado em 2 de dezembro de 2006 sob o título  &#8220;Roberto Carlos em detalhes&#8221;. Acontece que o &#8220;rei&#8221; não gostou do conteúdo da  obra, sentindo-se ofendido pelo nível de descrição de sua intimidade que a  biografia continha. De qualquer forma, o livro poderia ser lançado como  biografia não-autorizada. Existem muitas delas, e, normalmente, as personalidades  processam-nas por calúnia e difamação, ao provar que algo que foi dito não é  verídico. Acabam, assim, ganhando &#8220;algum troco&#8221; com as besteiras que os autores  das biografias possam vir a dizer.</p>
<p>Só que o nosso ilustre <a href="http://territorio.terra.com.br/canais/canalpop/noticias/ultimas.asp?noticiaID=12668">RC decidiu entrar com dois processos na justiça</a>, um  contra a editora Planeta, que publicou o livro, e outro contra Paulo César, o  autor. Num acordo, visando o menor dano possível à editora Planeta (principalmente), ficou decidido que o estoque dos livros na editora, cerca de 11 mil exemplares, seria entregue à Roberto Carlos. Os outros exemplares também deveriam ser recolhidos das livrarias, mas elas podem se recusar a devolver as obras adquiridas. Nesse caso, a editora se comprometeu a resarcir o &#8220;rei&#8221; se ele se dispuser a comprar esses exemplares e apresentar a nota fiscal.</p>
<p>O problema dessa questão toda é que a proibição nem sempre é a melhor saída: acaba, na verdade, se tornando um marketing do produto.<a href="http://jacquelinelafloufa.wordpress.com/2007/01/08/boicote-a-cicarelli-devido-ao-bloqueio-do-youtube-para-mais-de-90-dos-brasileiros/"> Basta relembrar o episódio do vídeo de Daniela Cicarelli com seu namorado em uma praia espanhola &#8211; nem todo mundo sabia, mas foi só o YouTube ser bloqueado que todos passaram a saber do assunto</a>.</p>
<p>Mas, como gato escaldado tem medo de água fria, o mundo cibernético já se precaveu. Existem links para e-books do livro &#8220;Roberto Carlos em detalhes&#8221;, mas <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2007-05-01_2007-05-15.html#2007_05-09_09_40_09-5886357-0">ele também está sendo enviado por email,</a> uma forma de troca de dados que não pode, a princípio, ser filtrada ou bloqueada. Assim, ao invés de fazer com que o livro não ficasse tão conhecido por retirá-lo das livrarias, RC acaba criando uma maior curiosidade em torno da obra. Existem, inclusive, <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2007-05-01_2007-05-15.html#2007_05-11_09_48_19-5886357-0">estabelecimentos que se recusaram a devolver os exemplares para a editora Planeta, e agora passam a vender o livro por um valor mais elevado</a>.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/05/rc_vitrine.jpg?w=500" alt="rc vitrine" border="0" /><br />
<em>Roberto Carlos em detalhes na livraria Nobel, na Rua Augusta</em></p>
<p>Para escritores, fica o medo da censura que acontece até mesmo dentro das próprias editoras. Fica o receio de não se ver amparado legalmente em sua profissão. Os leitores tornam-se apreensivos, questionando-se se estão à par da verdade ou de um fato &#8216;maquiado&#8217;. Mas acredito que a principal mensagem que fica de tudo isso é que a saída nem sempre é utilizar-se da força &#8211; no caso de RC, da força que seu nome tem &#8211; mas sim de jeito. Além de macular a própria imagem, Roberto Carlos está indo na contra-mão de seus objetivos, colocando um letreiro piscante sobre a obra que ele queria esconder.</p>
<p>| Saiba mais no <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL28232-5605-308,00.html">G1 </a>e em <a href="http://www.terra.com.br/istoe/1958/entrevista/1958_vermelhas_01.htm">uma entrevista que a IstoÉ fez com Paulo César Araújo</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/64/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/64/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/64/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=64&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">RC em detalhes</media:title>
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			<media:title type="html">rc vitrine</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Blue Bus, a informação em notas curtas pro seu dia a dia</title>
		<link>http://hermenautas.wordpress.com/2007/04/29/blue-bus-a-informacao-em-notas-curtas-pro-seu-dia-a-dia/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2007 23:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jabá]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jacqueline Lafloufa O Jába está aqui pra isso: pra te mostrar boas coisas pra ler no seu dia-a-dia. E como a internet já virou rotina pra muita gente, aqui vai uma dica de site pra você se manter atualizado de forma rápida e informal: Blue Bus. Lá, você encontra notícias variadas, com um leve [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=63&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Jacqueline Lafloufa</strong></p>
<p>O Jába está aqui pra isso: pra te mostrar boas coisas pra ler no seu dia-a-dia.<br />
E como a internet já virou rotina pra muita gente, aqui vai uma dica de site pra você se manter atualizado de forma rápida e informal: Blue Bus. Lá, você encontra notícias variadas, com um leve enfoque para a área de marketing e publicidade, mas com uma linguagem bem acessível para todos. Segundo os idealizadores do Blue Bus, a idéia é ser como um ônbus, &#8216;levar as pessoas aos lugares&#8217;, através de notas e tiradas para o dia a dia. O Blue Bus também conta sempre com a participação dos leitores, que enviam notícias e comentários que algumas vezes são publicados. No tráfego da web, vale muito pegar esse ônibus!</p>
<p><img src="http://www.bluebus.com.br/aimagens/bb.gif" align="middle" height="31" width="92" /><br />
<a href="http://www.bluebus.com.br">www.bluebus.com.br</a><br />
Desde 1995 publicando notas curtas sobre quase tudo.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/63/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/63/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=63&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Autodidatismo em belas letras estrangeiras</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2007 20:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tempos Modernos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jacqueline Lafloufa Lembra daqueles cursos de idiomas da editora Globo, que eram vendidos por fascículos, e acompanhavam uma in-crí-vel fita k7? Eu lembro de ter visto pessoas colecionando os fascículos, e na verdade me surpreendi ao procurar por esses cursos no Mercado Livre: o preço de venda pode ultrapassar a casa dos R$100. Com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=62&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Jacqueline Lafloufa</strong></p>
<p>Lembra daqueles cursos de idiomas da editora Globo, que eram vendidos por fascículos,  e acompanhavam<a href="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/04/img.jpg" title="cursos globo idiomas"><img src="http://hermenautas.files.wordpress.com/2007/04/img.thumbnail.jpg?w=500" alt="cursos globo idiomas" align="right" border="0" /></a> uma in-crí-vel fita <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassete">k7</a>? Eu lembro de ter visto pessoas colecionando os fascículos, e na verdade me surpreendi ao procurar por esses cursos no <a href="http://lista.mercadolivre.com.br/curso-idiomas-globo">Mercado Livre</a>: o preço de venda pode ultrapassar a casa dos R$100. Com o tempo, cursos como esse pararam de ser lançados, mas podem ser encontrados agora em sebos e lojas de livros usados.</p>
<p>De qualquer maneira, sempre há gente querendo aprender e gente querendo ensinar. O site do canal alemão <a href="http://www.dw-world.de/">Deutsche Welle</a> oferece uma variedade grande de<a href="http://www.dw-world.de/dw/0,,8030,00.html?maca=de-podcast_langsam_gesprochene_nachrichten-775-xml-mrss"> notícias em alemão, tanto em áudio quanto em texto</a>, além de oferecer um curso nos moldes do curso de idiomas da editora Globo, só que atualizado: em forma de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcast">podcasts</a>.</p>
<p>O curso &#8220;<a href="http://www.dw-world.de/dw/0,2142,2548,00.html">Deutsche &#8211; warum nicht?</a>&#8221; possui arquivos de áudio mp3, que podem ser escutados no computador ou num mp3player, e também têm arquivos pdf com uma espécie de &#8220;teoria&#8221; da aula em áudio. Depois do &#8220;Deutsche &#8211; warum nicht&#8221;, existem ainda mais dois níveis de aulas; esse tipo de iniciativa visa expandir o conhecimento do alemão de forma bastante autodidata.</p>
<p>Mas não precisa achar que é uma idéia mirabolante dos alemães para dominar o mundo. Porque se for, passaremos a culpar também outras tantas nacionalidades. Existe uma série de podcasts chamada &#8220;<a href="http://mydailyphrase.com/">my daily phrase</a>&#8220;, que ensina expressões básicas em idiomas como italiano, alemão e espanhol. Entretanto é um projeto que visa o público americano, portanto as &#8220;audio-aulas&#8221; são ministradas em inglês &#8211; inglês esse até fácil de entender, visto que não são americanos que fazem a locução.</p>
<p>Se você é do tipo que se interessa por outros idiomas, vale a pena dar uma &#8220;escutadinha&#8221;. <a href="http://www.oculture.com/weblog/2007/04/20_podcasts_tha.html">No site Open Culture</a> você pode encontrar links para podcasts e mini-cursos em diversos idiomas, como o espanhol, francês e alemão.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/62/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/62/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=62&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Imperativo envergonhado</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2007 11:51:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plaas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argumentando]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Werner Plaas O imperativo serve para dar ordens e conselhos. Os americanos usam e abusam do imperativo, basta lembrar aquele texto, ou música, ou videoclip, não sei ao certo: &#8220;Use filtro solar&#8220;, que é uma longa lista de imperativos de sugestão. Ultimamente eles têm usado suas prerrogativas imperiais com bastante sem-cerimônia tanto para sugerir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=57&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Werner Plaas</strong></p>
<p>O imperativo serve para dar ordens e conselhos. Os americanos usam e abusam do imperativo, basta lembrar aquele texto, ou música, ou videoclip, não sei ao certo: &#8220;<a href="http://www.bilibio.com.br/mensagemdetalhe.php?codmsg=45" title="Texto e v�deo"><em>Use filtro solar</em></a>&#8220;, que é uma longa lista de imperativos de sugestão. Ultimamente eles têm usado suas prerrogativas imperiais com bastante sem-cerimônia tanto para sugerir como para dar ordens. Diferente de nós, brasileiros, que nos julgamos tão informais. Recentemente escutei uma mulher dizer à empregada:</p>
<p>* <em>Joana, você limpa os armários hoje.</em></p>
<p>Pontuei esta frase como uma afirmação, mas justamente o que me chamou a atenção foi a dificuldade de estabelecer se o que ouvi foi realmente uma afirmação ou uma interrogação (que caracterizaria um pedido), pois no final a mulher incluiu um leve meneio com a cabeça, que minha experiência traduziu como um gesto de confirmação de compreensão do que foi dito. Este gesto também reforça pedidos:</p>
<p>* <em>Entendeu?<br />
</em>    * <em>Você lava a louça para mim hoje?</em></p>
<p>Suponho que se fosse uma ordem inequívoca, ela soaria como:</p>
<p>* <em>Joana, limpa/limpe os armários hoje, por favor.</em></p>
<p>Já um pedido pode ter vários graus de assertividade, e freqüentemente escuto a inclusão de um <strong><em>não</em></strong> como ênfase de polidez:</p>
<p>* <em>Você não lava a louça para mim hoje?</em></p>
<p>Portanto, se fosse um pedido, a frase deveria conter alguma marca inequívoca para diferenciá-lo de uma ordem, senão quem escuta fica sem saber se tem a opção de aceitar ou recusar.</p>
<p>A primeira frase me soou estranha porque contém simultaneamente marcas de pedido e ordem, como se fosse um imperativo envergonhado.</p>
<p>Será que foi uma ocorrência isolada? Acho que não, pois de modo análogo, não seria raro escutar um(a) professor(a) anunciar ao final da aula:</p>
<p>* <em>Então pessoal, para próxima aula, o texto do Fulano.</em></p>
<p>Trata-se de uma frase que nem verbo tem, mas que contém algo que também se arrasta no limbo entre ordem e pedido. O sentido exato deste pedido-ordem só pode ser recuperado pelo contexto anterior, pois não está claro o que se espera do texto do Fulano. Só trazer o texto para ler em classe? É para ler o texto em casa? Escrever uma resenha? Depende do que foi &#8220;combinado&#8221; num contexto anterior, em que o imperativo também pode ter sido omitido.</p>
<p>A interpretação que faço, ainda sem qualquer evidência sistemática, é que há uma tendência dos brasileiros de vexar-se numa situação em que ocupa a posição de dar ordens. Um receio de parecer autoritário em excesso ao expressar sua ordens diretamente com o uso do imperativo.</p>
<p>Algo como um fantasma nos lembrando que ordens são coisas feias. Ecos do passado que interferem na nossa língua hoje, talvez.</p>
<p>Entretanto, ordens precisam ser dadas e serviços precisam ser executados. (Aliás, a voz passiva também é legal para dissolver as marcas de quem faz o quê).<br />
Para conciliar o irreconciliável, temos pedidos embutidos com a expectativa de ordens. E ai de quem não atendê-los.</p>
<p>Werner Plaas não é graduado em Estudos Literários nem em Lingüística ainda.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/57/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/57/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=57&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Invenção de Bioy</title>
		<link>http://hermenautas.wordpress.com/2007/04/20/a-invencao-de-bioy/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2007 00:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tomaz Izabel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentando os worst sellers]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Fabio Martinelli Casemiro &#160; Ao amigo Fábio San Juan e à Prof. Dra. Míriam V. Gárate. Numa ilha, um prisioneiro descobre uma máquina capaz de projetar imagens perfeitas de pessoas e de coisas. A mímese perfeita, a odiada por Platão. Aquela de que tanto se orgulhavam os gregos: a vaca berrava pelo camponês de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=56&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: <strong>Fabio Martinelli Casemiro</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="right">&nbsp;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;" align="right"><font face="Constantia, serif"><font size="2"><em>Ao amigo Fábio San Juan<br />
e à Prof. Dra. Míriam V. Gárate.</em></font></font></p>
<p>Numa ilha, um prisioneiro descobre uma máquina capaz de projetar imagens perfeitas de pessoas e de coisas. A mímese perfeita, a odiada por Platão. Aquela de que tanto se orgulhavam os gregos: a vaca berrava pelo camponês de mármore, que carregava seu bezerro.<br />
O que me intriga a todo tempo durante a leitura da obra A Invenção de Morel é que o protagonista não destrói a máquina mimética. Num primeiro momento ele tenta. Possibilidades são abertas ao longo da trama de forma que ele possa tentar escapar da ilha, concentrar-se numa fuga odisséica. Mas, na verdade, seu ciúme não é do possível romance entre os personagens fantasmagóricos de Morel e de Faustine. (Aliás, Morel é alusão a “Moreau” e Faustine é a própria personificação do “Fausto” e seu “Mefistófeles”). O ciume do protagonista é da fantasia. É a fantasia que o impede de acessar Faustine, poupando-o, inclusive, de um possível desprezo por parte da amada. Se assim ocorresse, seu desprezo seria prazeroso, porque seria consciente e proposital&#8230; (Não nos pareceria mais tênue o desprezo inconsciente de Faustine, do que o desprezo consciente? Para o protagonista, não: ele prefere o sonho que pode ser frustrado à frustração que não pode ser sonho).<br />
A Máquina do Dr. Morel é uma máquina mimética; o amor do protagonista imita um amor real. Seu amor é tão projeção quanto Faustine é projeção. O protagonista não é menos um projetor do que a invenção mefistotélica de Morel. O que ele sente pelo mecanismo inicia-se como ódio, mas em seguida migra para o desejo irrefreável de comungar com ele, abandonar sua própria liberdade, sua própria identidade para mesclar-se ao seu objeto de “ódio”. Ela, a máquina, é a possibilidade de gozo e de morte, a fusão de Eros e Thanatos, o prazer para além do real, a solução do triângulo mimético girardiano. É, assim, a força motriz, os fios que sustentam um títere a muito tempo inventado na história do pensamento ocidental: o leitor.<br />
A Invenção de Morel não precisa ser inventada, como quer destacar Carpeaux no posfácio da edição brasileira: ela é a própria obra literária. O protagonista de A Invenção de Morel é o leitor que, compulsivamente, arrasta a obra para o banheiro, para a fila do banco, trocando a sua vida real (e sempre desinteressante por mais prazerosa que seja) pelas páginas da ficção. É o leitor que funda comunidades na internet para consagrar suas obras e seus autores; que viaja nas narrativas realistas indo aos lugares onde habitavam, na contiguidade da ficção, seus personagens prediletos. Formam sociedades, seitas, são os jovens leitores de RPG, Harry-Potter, O Código Da Vinci que querem se vestir, viver, extrair máximas para a vida prática ou ainda dar continuidade às mirabolantes descobertas extraídas das saborosas peripécias ficcionais.<br />
A arte não imita a vida, mas a recria; ela possibilita um outro lugar do real que, quando levado às últimas consequências, para além das fronteiras entre o real e o ficcional, acaba por criar três categorias patológicas de nossa sociedade: o autor, o crítico literário e o esquizofrênico (e, por vezes, os três na mesma pessoa).<br />
A máquina de Morel já foi inventada, Platão tremia de medo das ilusões da mimesis, Aristóteles rezava, em A Arte Poética, sobre os efeitos da catarse e Freud propôs um sistema terapêutico que colocasse o indivíduo no controle (ou na consciência sobre a impossibilidade do controle) de seus mecanismos projetivos, através da (des/re)construção da narrativa do indivíduo sobre si mesmo. O ser humano, sempre, conscientemente ou não, está preso às suas construções ficcionais. Não há sentido na vida. O primeiro problema do ser humano é o suicídio. Se decidimos contorná-lo (ou o colocarmos em stand-by), o problema que o segue é criarmos um sentido para a vida. (É o que equaciona A. Camus na primeira página de O Mito de Sísifo).<br />
A grande consolidação do mecanismo ficcional na história da humanidade é a invenção do livro. O livro é a invenção de Morel. A grande proliferação desse mecanismo se deve ao bom e velho Guttemberg. Rádio, cinema, TV, internet são os desdobramentos imediatos dele. Ao protagonista da obra de Bioy é dada a escolha: “a morte na realidade, ou a vida na ficção?” Assim como o protagonista, todos os seres humanos, todos os dias de nossa vida (de uma forma especial os escritores, os teóricos da literatura e os esquizofrênicos) escolhemos a vida pela ficção.</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="right"><font size="2">Fábio Martinelli Casemiro<br />
é Professor de História e mestrando<br />
em Teoria e História Literária pelo<br />
IEL/UNICAMP.<br />
biophah@hotmail.com<br />
www.balanagulha.net</font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/hermenautas.wordpress.com/56/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/hermenautas.wordpress.com/56/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hermenautas.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hermenautas.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hermenautas.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hermenautas.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hermenautas.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hermenautas.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hermenautas.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hermenautas.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hermenautas.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hermenautas.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hermenautas.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hermenautas.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hermenautas.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hermenautas.wordpress.com/56/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hermenautas.wordpress.com&amp;blog=929470&amp;post=56&amp;subd=hermenautas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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