Archive for the 'Tempos Modernos' Category

DailyLit, literatura diária

Por Jacqueline Lafloufa

No ritmo das boas novas do mundo cibernético para a literatura, apresento a vocês o DailyLit.

Daily Lit
http://www.dailylit.com

Não é um serviço extremamente moderno, visto que o site da Fuvest já oferecia isso há algum tempo, mas ainda assim este está melhor estruturado. O DailyLit é um site que se propõe a disponibilizar livros em pequenas partes, que podem ser lidas em questão de minutos, e enviar por email para os leitores ou disponibilizar um feed RSS do livro com exclusividade para quem quiser ler. A idéia é atingir as pessoas que lêem muito o dia inteiro, entretanto não encontram tempo hábil para fazer uma boa leitura de um livro. Normalmente, são profissionais que acessam email diariamente, que tem um PDA, Blackberry ou um SmartPhone e que querem aproveitar algum tempo no seu dia para ler alguma obra literária.Existem diversas obras já disponíveis de forma gratuita (em inglês) como Moby Dick, Madame Bovary, e títulos de Freud, James Joyce e D. H. Lawrence. Os livros são divididos em partes que possam ser lidas em 5 minutos (em média), e assim são disponibilizadas para o leitor. Caso ele tenha mais tempo disponível, pode pedir pela próxima parte. Fácil assim. Algumas leituras podem precisar de bastante tempo: Crime e Castigo, de Dostoiévsky, por exemplo, é composto por 241 partes. Lendo 3 partes por semana, serão necessários quase dois anos pra finalizar o livro. Então vale lembrar de começar por um livro mais curtinho, para poder acostumar com a leitura em dispositivos diferentes do papel.

Acreditem em mim: pra quem trabalha, muitas vezes é frustrante não ter tempo de ler um bom livro. E essa pequenas leituras fazem essa frustração ir embora rapidinho.
E parece uma ótima forma de pessoas que não gostam de leituras muito extensas fora do papel tomarem familiaridade com a leitura online, e apreciarem essa mais nova forma de biblioteca!

| Veja notícia sobre o DailyLit no Blue Bus

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Revista Digital

Por Jacqueline Lafloufa

Já imaginou se você pudesse realmente folhear uma revista pelo computador?
Não precisa mais ficar na imaginação, porque é assim que funciona a revista Pix. Você pode passar as páginas clicando nos cantos inferiores ou mesmo arrastando a página. É muito divertido.

revista Pix
Virando páginas na revista Pix

Mas se você não gostar de uma leitura online, você também pode receber a Pix em casa, pagando somente a taxa de entrega. Uma ótima idéia.

E pra quem gostou de virar páginas online, vai a dica de livros digitais, que o site Cronópios disponibiliza. São os livros em bits do Projeto editorial do site. Vale a pena conferir!

O caso da Biografia não-autorizada de Roberto Carlos

Por Jacqueline Lafloufa

Supostamente, as pessoas deveriam aprender com os erros alheios. Mas nem sempre isso acontece. Haja visto que o “rei” Roberto Carlos incorreu no mesmo erro que a modelo Daniela Cicarelli: proibir algo só aumenta o burburinho em torno da coisa.

O jornalista e fã Paulo César de Araujo decidiu escrever um livro contando a história de seu ídolo, que foiRC em detalhes lançado em 2 de dezembro de 2006 sob o título “Roberto Carlos em detalhes”. Acontece que o “rei” não gostou do conteúdo da obra, sentindo-se ofendido pelo nível de descrição de sua intimidade que a biografia continha. De qualquer forma, o livro poderia ser lançado como biografia não-autorizada. Existem muitas delas, e, normalmente, as personalidades processam-nas por calúnia e difamação, ao provar que algo que foi dito não é verídico. Acabam, assim, ganhando “algum troco” com as besteiras que os autores das biografias possam vir a dizer.

Só que o nosso ilustre RC decidiu entrar com dois processos na justiça, um contra a editora Planeta, que publicou o livro, e outro contra Paulo César, o autor. Num acordo, visando o menor dano possível à editora Planeta (principalmente), ficou decidido que o estoque dos livros na editora, cerca de 11 mil exemplares, seria entregue à Roberto Carlos. Os outros exemplares também deveriam ser recolhidos das livrarias, mas elas podem se recusar a devolver as obras adquiridas. Nesse caso, a editora se comprometeu a resarcir o “rei” se ele se dispuser a comprar esses exemplares e apresentar a nota fiscal.

O problema dessa questão toda é que a proibição nem sempre é a melhor saída: acaba, na verdade, se tornando um marketing do produto. Basta relembrar o episódio do vídeo de Daniela Cicarelli com seu namorado em uma praia espanhola – nem todo mundo sabia, mas foi só o YouTube ser bloqueado que todos passaram a saber do assunto.

Mas, como gato escaldado tem medo de água fria, o mundo cibernético já se precaveu. Existem links para e-books do livro “Roberto Carlos em detalhes”, mas ele também está sendo enviado por email, uma forma de troca de dados que não pode, a princípio, ser filtrada ou bloqueada. Assim, ao invés de fazer com que o livro não ficasse tão conhecido por retirá-lo das livrarias, RC acaba criando uma maior curiosidade em torno da obra. Existem, inclusive, estabelecimentos que se recusaram a devolver os exemplares para a editora Planeta, e agora passam a vender o livro por um valor mais elevado.

rc vitrine
Roberto Carlos em detalhes na livraria Nobel, na Rua Augusta

Para escritores, fica o medo da censura que acontece até mesmo dentro das próprias editoras. Fica o receio de não se ver amparado legalmente em sua profissão. Os leitores tornam-se apreensivos, questionando-se se estão à par da verdade ou de um fato ‘maquiado’. Mas acredito que a principal mensagem que fica de tudo isso é que a saída nem sempre é utilizar-se da força – no caso de RC, da força que seu nome tem – mas sim de jeito. Além de macular a própria imagem, Roberto Carlos está indo na contra-mão de seus objetivos, colocando um letreiro piscante sobre a obra que ele queria esconder.

| Saiba mais no G1 e em uma entrevista que a IstoÉ fez com Paulo César Araújo

Autodidatismo em belas letras estrangeiras

Por Jacqueline Lafloufa

Lembra daqueles cursos de idiomas da editora Globo, que eram vendidos por fascículos, e acompanhavamcursos globo idiomas uma in-crí-vel fita k7? Eu lembro de ter visto pessoas colecionando os fascículos, e na verdade me surpreendi ao procurar por esses cursos no Mercado Livre: o preço de venda pode ultrapassar a casa dos R$100. Com o tempo, cursos como esse pararam de ser lançados, mas podem ser encontrados agora em sebos e lojas de livros usados.

De qualquer maneira, sempre há gente querendo aprender e gente querendo ensinar. O site do canal alemão Deutsche Welle oferece uma variedade grande de notícias em alemão, tanto em áudio quanto em texto, além de oferecer um curso nos moldes do curso de idiomas da editora Globo, só que atualizado: em forma de podcasts.

O curso “Deutsche – warum nicht?” possui arquivos de áudio mp3, que podem ser escutados no computador ou num mp3player, e também têm arquivos pdf com uma espécie de “teoria” da aula em áudio. Depois do “Deutsche – warum nicht”, existem ainda mais dois níveis de aulas; esse tipo de iniciativa visa expandir o conhecimento do alemão de forma bastante autodidata.

Mas não precisa achar que é uma idéia mirabolante dos alemães para dominar o mundo. Porque se for, passaremos a culpar também outras tantas nacionalidades. Existe uma série de podcasts chamada “my daily phrase“, que ensina expressões básicas em idiomas como italiano, alemão e espanhol. Entretanto é um projeto que visa o público americano, portanto as “audio-aulas” são ministradas em inglês – inglês esse até fácil de entender, visto que não são americanos que fazem a locução.

Se você é do tipo que se interessa por outros idiomas, vale a pena dar uma “escutadinha”. No site Open Culture você pode encontrar links para podcasts e mini-cursos em diversos idiomas, como o espanhol, francês e alemão.

As bibliotecas jamais conseguirão ser substituídas

| Por Jacqueline Lafloufa

Por mais que existam dezenas de sites que disponibilizam livros gratuitamente, não acredito que bibliotecas possam ser substituídas.

O prazer de ver um livro com capa dura, aliás, de ver estantes com centenas e milhares de livros, parados ali, em seu santuário, é insubstituível.

Talvez, no futuro, com eReaders , possamos ler mais livros em telas do que fazemos hoje em dia. Mas duvido que as bibliotecas deixem de existir.
São templos arquitetônicos de conhecimento.

Duvida? Então admire essas fotos:

BNF-PARIS
BNF – PARIS

 

BRITISH-LIBRARY-LONDON
BRITISH LIBRARY – LONDRES

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No mundo dos Jetsons: substituindo livros por “readers”

Por Jacqueline Lafloufa

Lembram-se dos Jetsons, aquele desenho animado sobre uma família futurista? Estamos cada vez menos distantes de uma realidade tecnológica como aquela.

Depois dos iPods, que revolucionaram o jeito como ouvíamos música, e do Youtube, febre dos vídeos online, a Sony lança o “Sony Reader”, que pretende revolucionar o modo como fazemos nossas leituras.

O “Sony Reader” é um dispositivo do tamanho de um livro normal (17,5cm x 12,5cm), mas com apenas 1,5cm de espessura. A maioria da área do dispositivo é consumido por uma tela, e ele permite que sejam transferidos cerca de 80 livros para leitura. A bateria tem autonomia para funcionar por cerca de ‘7 mil páginas’. Isso porque o Reader só consome energia para ‘virar’ as páginas.

A princípio, o Sony Reader custará cerca de US$350, mas ele ainda não é ideal: ele não tem dispositivos para ir diretamente a uma página específica, não lida muito bem com PDFs e também não tem luz embutida. Mas a área de leitura dele ultrapassa qualquer outro equipamento disponível no mercado, como PDAs e Palm Tops.

Se olharmos para os primeiros iPods, também veremos que eles não eram ideais; melhoraram muito e se aperfeiçoaram com o tempo, mudando completamente a forma como lidamos com música hoje em dia (para o desespero das gravadoras).


Da esquerda para a direita, da primeira à penúltima geração de iPods.

Quem sabe, num futuro não muito distante, todos nós teremos nossos readers pessoais, carregados de obras interessantes, e trocaremos livros uns com os outros por Bluetooth.

E então, acham que uma tela gigante com botões pode substituir um livro, ou seria melhor ser uma alternativa de leitura?

Fica aberta a discussão.

||UPDATE: Acaba de ser ‘lançado’ no Brasil o “eBookReader“, pela eBookCult, uma loja de livros digitais. A princípio, o “reader” será vendido apenas em grande escala, visando o mercado corporativo. Seu custo está estimado em cerca de R$999,00, e em suas funcionalidades constam algumas que não haviam no Sony Reader, como busca por texto e luz interna (para leitura no escuro). Pelo visto o mercado é promissor!!

| Veja mais sobre o Sony Reader na Info e no Terra Tecnologia

Como não ‘perder’ as idéias

| Por Jacqueline Lafloufa

Sempre acontece assim: você tem aquela idéia incrível, incomparável e impagável. É tudo de bom. Você vai conquistar a América do Norte, a Oceania e outro continente a sua escolha com ela. Mas duas horas depois, ao tentar comunicar o mundo sobre a sua ótima idéia… você esquece dela. É claro que ela era fantástica, mas só dá pra lembrar disso.
Decepção.

Mas a coluna Tempos Modernos está aqui pra te ajudar. Com dicas do Alessandro Martins , juntamos meios úteis e variados pra não deixar que as suas sensacionais idéias fujam de você!

  1. Tenha sempre a mão um bloquinho de anotações e uma caneta
    Parece besteira, mas as grandes idéias aparecem nos momentos mais inesperados. Escrevê-las, ou algo que remeta a elas, é um modo de não esquecer-se depois. Existem os famosos Moleskines, cadernos de anotações com diferentes tipos de folhas (pautadas, lisas, quadriculadas), mas esses costumam ser caros e raramente encontrados no Brasil. Uma saída são os tradicionais cadernos de anotação em espiral ou então alguma invencionisse feita na “xerox” mais próxima:

    DSC00157

  2. Não tema guardar sites nos seus favoritos
    Porque quando você quiser fazer referência a algum deles, ou escrever algo sobre, basta procurar nos seus favoritos. O del.icio.us é um ótimo serviço para isso. Ele permite que você categorize os seus favoritos e até mesmo coloque algumas linhas sobre o site em questão. Se você não gostar do del.icio.us, existem serviços similares, como o blinklist, Windows Live favorites, MyWeb (Yahoo), Furl ou o nacional Favorit0br.
  3. Use o velho e útil Bloco de Notas (Notepad)
    Quando estiver utilizando o Windows, aperte a tecla ‘windows’ (aquela que tem a bandeirinha do windows) + R e digite: notepad
    Mais rápido que isso, impossível. Vá lá e digite a sua idéia, elabore, deixe uma palavra-chave, como desejar. Guarde todos os seus arquivos do Bloco de Notas (.txt) em uma pastinha específica, e as suas idéias estarão sempre documentadas e a um click de você.
  4. Mande emails para você mesmo
    Principalmente no Gmail existe a possibilidade de categorizar os emails com as chamadas “labels”. Então, basta mandar um email para você mesmo, e classificá-lo em alguma label. Ou, nos serviços de emails mais tradicionais, agrupar todos os emails que você mandou pra si mesmo em uma única pasta.
  5. Rascunhos de blog
    Em sistemas de blogs como o WordPress, há a possibilidade de rascunhar. Vai lá, digite um título e algumas coisas e mande salvar apenas, sem publicar. Os rascunhos vão ficar lá, até que você decida elaborá-los e publicar.
  6. Use o Google Docs
    Funciona como o Word do seu computador, com a vantagem de poder acessar a partir de qualquer computador conectado a internet. Além disso, você também pode compartilhar os arquivos com quem achar melhor. Uma ótima pra receber pitacos e correções.
  7. Utilize as ferramentas que criam para facilitar a sua vida WEB
    Existe uma variedade inacreditável de pequenas ferramentas web-based que nos auxiliam em memorizar listas de tarefas e, por que não dizer, de idéias. Algumas ferramentas que eu conheço são o Remember the Milk (agora com versão em português) e o Ta-da List .
    Pra quem está sempre conectado e/ou trabalha diariamente com computadores, pode ajudar bastante.

Com todas essas dicas, agora é só colocá-las em prática e não se esquecer que idéias tem mania de fugir! Então, tente não deixá-las escapar!


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